quarta-feira, 10 de julho de 2024

A primeira cama

 O primeiro assalto em Sampa, a primeira cama, os primeiros encantos e ou desencantos na nova cidade, a magreza rodeada de cabelos negros ... Tudo junto e misturado de repente, enquanto cruzo a São Luís e a av Ipiranga... Tudo tão distante de mim que já não sou eu mais e nem existem por perto os que me diziam, de um modo torto, sobre o torto que era eu..."Todos dormem profundamente", como diz Bandeira...Ah, uma quermesse, a visão de São Miguel Arcanjo...Tudo que eu vejo em Sampa , não existe na realidade... Que mundo é esse? O Pantanal em fogo, Caruaru na chuva, a Direita ameaçando a vida e anunciando o armagedom  no mundo e neste quintal dos Estados desunidos, Sampa sem frio ou névoa, é o tempo seco e quente, asfixiando os condenados a manipulação...Quem dera a vida se resumisse numa crença qualquer ou então pudéssemos esquecer tudo no forró...valei-nos São Miguel Arcanjo, decepa, ao menos, a cabeça do inelegível...

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