A gente vê que é domingo...
Pela janela,
Pelos casais enamorados
cujo amor parece eterno
Ao contrário dos casais de sábado
Que são desesperados passageiros...
A gente vê que é domingo
Pelas janelas dos carros
As famílias pacíficas,
Os sinos da redenção
a quietude suspensa
A algazarra das crianças
Poucos latidos do cão
As visitas que talvez visitem
Enquanto se faz o macarrão,
Pelo ritmo lá fora
Que conduz à meditação.
A gente vê que é domingo
Quando exacerba a solidão
Pelo não que se anuncia
Para os solitários sem razão
E o desespero que anuncia
A segunda ganha-pão,
A presença dos que foram
Os beijos aprendidos no cinema
O sol moreno em Ipanema
a falta do telefonema
Aquele velho dilema
As conversas sem um tema
O encontro com a sonolência
Que suspende a existência
A frustração a decadência
A gente vê que é domingo...
eu queria me ocupar de coisas práticas, cotidianas, entrosar-me com elas e ser elas, entendê-las no seu mecanismo e utilidade...
domingo, 31 de julho de 2011
sexta-feira, 29 de julho de 2011
leviano e ressentido?
Talvez não haja mesmo essa coisa que chamam amor, qual a verdade por trás das famílias, dos filhos, dos casais que se sujeitam a viver juntos como se se amassem e fazendo-nos acreditar que se amam e a eles mesmos que são amantes? E eu não sei se sou leviano e ressentido em ver outras razões para que as pessoas fiquem juntas, como- medo da solidão,submissão aos valores morais, sociais e religiosos; os interesses econômicos e até a suposta segurança de que não envelhecerão sozinhos...
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